Caso Face Oculta

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Caso Face Oculta

Mensagempor corrupto » Domingo Nov 01, 2009 23:22

Empresário de Ovar que liderava alegada “rede tentacular”
Face Oculta: prisão preventiva para José Godinho

Manuel José Godinho, principal arguido da Operação Face Oculta, vai aguardar julgamento em prisão preventiva. A medida de coacção, a mais grave de todas, foi conhecida ao fim de doze horas de interrogatório.

Apesar de no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Aveiro ninguém ter revelado a medida de coacção imposta pelo tribunal ou a justificação para a mesma, o PÚBLICO apurou junto de fonte ligada à investigação que o empresário de Ovar vai continuar detido.

Manuel José Godinho chegou ao DIAP de Aveiro cerca das 11h, acompanhado por elementos da Polícia Judiciária e com um ar relativamente descontraído. Cerca de uma hora depois eram transportados dois computadores, que se suspeita que possam estar relacionados com a investigação, até às instalações daquele tribunal.

O interrogatório acabou por ser suspenso, para almoço, cerca das 13h45, retomando por volta das 15h15. Ao final da tarde, o empresário de Ovar voltou a abandonar o tribunal acompanhado dos elementos da PJ, mas já com um semblante completamente diferente daquele que apresentava ao início da manhã. Manuel José Godinho mostrava-se bastante agastado.

À hora de almoço ainda declarou aos jornalistas que o interrogatório estava “a decorrer normalmente”. Mas já ao início da noite saiu sem prestar declarações, tal como aconteceu com o seu advogado Pedro Teixeira.

O silêncio em torno do inquérito foi de tal ordem que, quando o empresário abandonou as instalações do DIAP, cerca das 18h30, ninguém confirmava ou desmentia aos jornalistas se o interrogatório tinha terminado ou estava sujeito a uma pausa. Só duas horas depois é que surgiu a informação, através do procurador encarregado do processo, Marques Vidal, de que o inquérito ainda não tinha terminado.

Mais 13 arguidos
Manuel José Godinho regressou às instalações do DIAP de Aveiro cerca das 21h, novamente acompanhado por elementos da PJ. O empresário de 55 anos é o único detido no âmbito da Operação Face Oculta, que envolve ainda outros 13 arguidos, entre os quais estão também o administrador da Rede Eléctrica Nacional (REN) José Penedos e o seu filho, o advogado Paulo Penedos. Armando Vara, vice-presidente do Millennium BCP, é outro dos arguidos envolvidos neste processo e, segundo o PÚBLICO apurou junto de fonte ligada à investigação, irá ser ouvido no Tribunal de Aveiro no próximo dia 9.

O processo está relacionado com alegados crimes económicos do grupo empresarial de Ovar, de Manuel José Godinho, que, através de um esquema organizado, terá sido beneficiado na adjudicação de concursos e consultas públicas, na área de recolha e gestão de resíduos industriais.

O mandado judicial da operação, a que o PÚBLICO teve acesso, refere mesmo a criação de uma “rede tentacular integrada”. Esta rede visava assegurar negócios com quatro grandes empresas da órbita do Estado. Quem facilitasse os negócios, através da sua influência, recebia, em contrapartida, luvas ou a oferta de bens valiosos, nomeadamente algumas viaturas de topo de gama. No vértice deste triângulo de interesses estava o empresário Manuel José Godinho.

Os investigadores estimam que o montante das “luvas” pagas pelo empresário de Ovar aos restantes arguidos ascenda a cerca de 400 mil euros. A quantia mais elevada, cerca de 270 mil euros, segundo refere o despacho, terá sido entregue a Paulo Penedos, ao que tudo indica para este influenciar decisões do seu pai, o presidente da Rede Eléctrica Nacional, SA.

Entre as várias reacções ao caso que foram sendo conhecidas ao longo do dia de ontem, está a exigência deixada pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas. O líder dos democratas-cristãos pediu uma investigação “a fundo” à Operação Face Oculta e exigiu intransigência por parte da justiça se se provar que houve fenómenos de corrupção. “À Justiça o que é da Justiça, à política o que é da política”, referiu.


Operação Face Oculta: Armando Vara constituído arguido


Armando Vara foi constituído arguido no âmbito da operação "Face Oculta", levada a cabo pela Polícia Judiciária.

O ex-ministro deverá ter sido constituído arguido por indícios de crime económico. avança o Expresso, na sua edição online.

Fonte do BCP diz que "não houve qualquer busca ao banco". Instada a comentar as buscas ao gabinete de Armando Vara, a mesma fonte diz que "sobre isso não faz quaisquer comentários", no entanto, o jornal adianta que o banco liderado por Santos Ferreira foi informado de que a diligência efectuada não estava relacionada com a actividade bancária.

Segundo a RTP, Armando Vara terá sido apanhado numa escuta a negociar o pagamento de dez mil euros ao empresário Manuel Godinho, o único detido na operação da PJ.
Actualmente é o número dois do BCP, mas já foi ex-ministro da Administração Interna do Governo de António Guterres e presidente da Fundação para a Prevenção e Segurança. Aliás, foi Vara que criou este ultimo organismo e, apesar de privada, a Fundação recebeu um imóvel do Estado e subsídios de cerca de 400 mil contos, o que levantou dúvidas aos partidos da oposição. Vara acabou por se demitir do cargo.

O responsável chegou a exercer vários cargos dirigentes no Partido Socialista e foi vogal do conselho de administração da Caixa Geral dos Depósitos.


Armando Vara visado por "averiguação" do Banco de Portugal


O governador do Banco de Portugal está averiguar o papel de Armando Vara no processo "face Oculta". Enquanto regulador, Vítor Constâncio questiona a idoneidade do vice-presidente do BCP, que é arguido neste processo de corrupção.
corrupto
 

Re: Caso Face Oculta

Mensagempor corrupto » Quarta Nov 04, 2009 11:12

«Face Oculta»: gestores do PS implicados em corrupção
DIAP fala em «rede tentacular» dominada por nomes socialistas


São cada vez mais os gestores ligados ao Partido Socialista implicados no processo «Face Oculta». À medida que vão sendo conhecidos os trabalhos da investigação, multiplicam-se os nomes do universo rosa neste esquema de corrupção e tráfico de influências junto do Governo e das empresas públicas.

Rede tentacular. A imagem é dada pelo próprio Departamento de Investigação e Acção Penal do Baixo Vouga a propósito do esquema de relações do processo «Face Oculta», que permitiu ao empresário Manuel Godinho, presidente de uma empresa de resíduos, ganhar vários concursos.

A rede pode começar a construir-se por Armando Vara e Lopes Barreira, amigos socialistas que se disponibilizaram a apresentar Manuel Godinho a outros amigos influentes capazes de gerar negócios.

Lopes Barreira mostrou-se disponível para falar com Jorge Coelho, presidente da Mota-Engil, Mário Lino, então ministro das Obras Públicas E João Mira Gomes, secretário de Estado da Defesa.

Já Armando Vara apresentou Paiva Nunes, administrador da EDP Imobiliária, que terá favorecido as empresas de Godinho em diversos concursos. Para fazer essa ponte, Vara terá cobrado alegadamente 10 mil euros em notas entregues no seu gabinete do BCP.

E a rede continua. Através do gestor da EDP, que chegou a ser candidato pelo PS à Câmara de Sintra, Manuel Godinho chega a Paulo Costa, director de relações internacionais da Galp, e os dois recebem do empresário dos resíduos, dois veículos topo de gama que a PJ entende, segundo o «Sol», terem sido contrapartidas.

Depois, o mesmo Paulo Costa apresentou Godinho a mais um ex-dirigente do PS, José António Contradanças, ex-administrador do Porto de Sines no tempo em que Jorge Coelho era ministro das Obras Públicas.

Contradanças é hpje administrador da Empoderf, uma holding controlada pelo Ministério da Defesa, e segundo o o mandado de busca terá ligado a Manuel Godinho, dando-lhe conta que Paulo Costa lhe teria transmitido que estaria interessado em ser favorecido nos concursos e consultas públicas.

A esta rede juntam-se ainda José Penedos, presidente da REM, o seu filho Paulo e Carlos Vasconcelos da Refer.
corrupto
 

Re: Caso Face Oculta

Mensagempor Visitante » Quarta Nov 04, 2009 11:14

Publicação: 03-11-2009 21:37 | Última actualização: 03-11-2009 22:28
“Face Oculta”: número de arguidos subiu para 15 e há mais empresas sob investigação

Há já 15 arguidos no processo “Face Oculta”. Funcionários da Estradas de Portugal e de uma empresa ligada à Defesa Nacional estão também sob suspeita. A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal pede confiança na Justiça.

Um negócio em que era fácil ganhar dinheiro: os resíduos chegavam à delegação das Estradas de Portugal em Viseu para serem pesados. De acordo com os autos, um dos funcionários responsáveis pela pesagem, alegadamente subornado por Manuel Godinho, alterava o peso dos desperdícios a favor do empresário.

A Estradas de Portugal já abriu uma auditoria interna para investigar os negócios com o empresário de Ovar.

Também a Empordef, uma empresa ligada à Defesa Nacional, abriu um inquérito interno.

O administrador de uma das empresas do grupo, a IDD, Industria de Desmilitarização da Defesa, foi constituído arguido por alegadamente aceitar subornos para assinar contratos. Os responsáveis falam de um caso isolado.

A Carris, a EDP, a Portucel e a REN também já pediram auditorias internas.
Até agora, há 15 arguidos mas apenas um está em prisão preventiva. Trata-se de Manuel José Godinho, que detém a empresa O2-Tratamento e Limpezas Ambientais.

José Godinho oferecia dinheiro, carros de luxo e presentes caros em troca de contratos ou favores.

Para já, foram identificadas 12 empresas do sector empresarial do Estado que tinham contratos com o empresário.

A directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal pede confiança na Justiça e espera não ter uma surpresa desagradável com o decorrer das investigações.

A Polícia Judiciária (PJ) reforçou, entretanto, a equipa de investigadores no caso “Face Oculta”.

Rui Nunes, coordenador da PJ do Porto, tomou posse segunda-feira na PJ de Aveiro para acelerar as investigações.

Os interrogatórios do caso “Face Oculta” vão ser retomados quinta-feira.
Visitante
 

Re: Caso Face Oculta

Mensagempor forças ocultas » Terça Nov 10, 2009 14:37

10 Novembro 2009 - 13h00
Decisão do Supremo Tribunal de Justiça
Escutas entre Sócrates e Vara consideradas nulas (EM ACTUALIZAÇÃO)

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decretou nulas todas as escutas telefónicas que envolvem o primeiro-ministro, José Sócrates, avançou a edição on-line do semanário 'Expresso'.

Ainda não se sabe o fundamento da decisão judicial, mas tudo indica que os magistrados tenham considerado que José Sócrates, enquanto primeiro-ministro, só poderia ter sido escutado se tal fosse previamente autorizado por aquele tribunal superior.

A obrigatoriedade do procedimento é uma alteração legal feita pelo Governo socialista, já quando Sócrates era primeiro-ministro.

Recorde-se que nos últimos dias o CM noticiou dezenas de conversas entre José Sócrates e Armando Vara, no âmbito do processo 'Face Oculta' na qual falavam, entre outros assuntos, sobre a compra da Prisa, a empresa que detém a TVI e da renegociação da dívida da Global Notícias.

in correio da manha
forças ocultas
 


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